Unpredictable Number
Como funciona?
Exemplo prático
Imagina que um cliente faz uma compra de 50 €.
- O POS gera um número. Por exemplo:
A7F29C31 - O POS envia o número ao cartão. O chip recebe
A7F29C31como parte dos dados da transação. - O cartão executa a operação criptográfica. Utiliza o número imprevisível juntamente com outros dados para produzir uma assinatura digital ou um criptograma, conforme o mecanismo EMV.
- O POS verifica o resultado. Verifica a assinatura ou os dados criptográficos e confirma que correspondem ao desafio e aos dados relevantes da transação.
Porque é importante?
Imagina que alguém interceta os dados de uma transação anterior e tenta reutilizá-los noutra operação.
Se o terminal gerar um novo número imprevisível, por exemplo B8124F60, o cartão terá de produzir uma resposta criptográfica correspondente ao novo desafio.
A resposta antiga, associada a A7F29C31, não deverá ser válida para o novo desafio.
Isto ajuda a prevenir ataques de repetição (replay attacks).
O que garante a segurança deste número?
O aspeto mais importante é a qualidade da geração do número no terminal.
O POS deve gerar valores suficientemente imprevisíveis e evitar repetições ou padrões facilmente identificáveis.
Se o número for previsível ou repetido com frequência, um atacante poderá ter mais facilidade em preparar ataques.